Histórias da Vida do Verdadeiro Pai – Parte I

O Pai nasceu em uma fazenda na Coréia

Houve alguns sinais espirituais antes do nascimento do Pai, e seu avô viu alguns sinais de sua grandiosa vinda. Já ouvimos que eventos milagrosos ocorreram. Baseado nestas informações, os eventos desta história foram escritos. Eles não devem ser tomados como verdades literais. É uma história que pretende dar o sentido superficial de seu nascimento, o ambiente na Coreia… uma história de como poderia ter ocorrido.”

O horizonte estava se tornando rosa com o raiar do sol em Chonju da província de Buk-Do. A velha mulher se livrou da pesada colcha de cama. Ela era chamada de “Halmoni” (avó) por seus muitos netos e filhos. O assoalho ainda estava um pouco morno pelas pedras quentes colocadas sob ele na noite anterior. Mas o ar do inverno estava congelante, e a respiração dela era visível pelas nuvens de vapor. Na escuridão, havia traços de gelo ao longo das bordas das janelas pintadas de branco. Apesar de sua idade, ela era muito lúcida. Ela era, apesar de tudo, uma coreana, e coreanos são orgulhosos de seus rigorosos invernos.

Ela vestia uma longa saia que alcançava abaixo de seus tornozelos, uma blusa branca de algodão e um colete roxo de tricô com bolsos. Ela calçava sandálias em seus pés que aparentavam pequenas canoas com os dedos dos pés virados para cima. Por último, ela vestia um revestimento de pele, amarrado com um pedaço de corda. Ela empurrou a porta e saiu pela escuridão gelada. Ela seguiu seu caminho através da fazenda até a pilha de lenha, colocando seus dedos finos e velhos em suas axilas para mantê-los aquecidos.

A pilha de lenha era uma torre em forma de cone de varas cortadas de madeira tão alta quanto a casa. No celeiro ao lado da casa, o galo cantou, e os outros animais começaram a se agitar. Ela arrastou uma grande porção de madeira, que estava congelada e grudada, e retornou para a pequena casa.

Dentro da casa, as três meninas estavam de pé. Elas pegaram a madeira e começaram a fazer fogo no fogão à lenha para o arroz da manhã.

“Onde está o kimichi?” perguntou a senhora.

“Eu o pegarei, Halmoni,” disse a menina mais nova. Ela calçou as botas de feltro cinza de seu pai e foi rapidamente até o jarro grande de argila com kimichi enterrado no lado de fora para pegar uma porção.

Enquanto isso, no quarto ao lado, Halaboji (o avô) estava de pé e se vestia. Ele vestia uma calça azul amarrada em baixo de cada tornozelo. Na parte de cima, ele vestia uma camisa branca larga com cordões ao invés de botões, e como a Halmoni, ele usava um colete com bolsos grandes. Ele tinha um rosto redondo com uma longa e densa barba branca e bigode, e sem cabelo no topo de sua cabeça. O filho do Halaboji, o fazendeiro Sr. Moon, era o chefe desta família. Ele estava conversando com sua esposa grávida. Ela estava se levantando de sua esteira. Ele olhava para ela com preocupação. O bebê nasceria em breve. Seu filho mais novo entrou, se inclinou, e dobrou as colchas e os colchões. Ele arrastou a mesa baixa que estava contra a parede e a colocou no meio da sala, colocando almofadas ao seu redor. Halaboji entrou e sentou-se com o fazendeiro Moon, enquanto uma das garotas trouxe a chaleira de chá de cevada.

“Pai,” disse o fazendeiro Moon, “ela diz que o bebê nascerá está noite.” Ele serviu o chá nas xícaras verdes.

Halaboji serviu seu chá. Halmoni entrou carregando uma grande bacia de arroz. “Ele disse que é está noite,” Halaboji disse para Halmoni. Ela sorriu enquanto se apressava. Após ficarem sozinhos com seu arroz e kimichi, Halaboji disse ao fazendeiro Moon: “Então, posso ver em seu rosto que você tem algo mais para me dizer”.

“Eu tive dois sonhos na noite passada,” disse o fazendeiro Moon. Halaboji fechou seus olhos para mostrar que ele estava prestando muita atenção. Todos sabiam que ele podia interpretar o significado dos sonhos.

“No primeiro sonho, eu vi um galo dourado empoleirado no santuário de nossos antepassados. Era noite, mas o galo estava cantando e não parava. No santuário havia incenso queimando, e havia um papel com as extremidades amarradas com um fio. Então Confúcio veio e abriu o papel, e estava pintado com seis símbolos do Yang enfileirados. Então eu acordei.”

Sem hesitar, Halaboji falou: “Os seis símbolos Yang enfileirados significa que será um menino,” ele disse, “e se você viu Confúcio, significa que o menino crescerá para ser um Taegun, um santo, um homem verdadeiro!” Ele fez uma pausa. Então, com um tremor em sua voz, ele disse: “Isto é verdadeiramente notável! O verdadeiro homem é todo sabedoria e generosidade, e ele vem para o bem dos outros.”

“E também,” continuou Halaboji, “quando o galo canta no raiar do sol, significa que todos os espíritos maus devem voltar para o sepulcro para escapar da luz do dia. Mas quando ele canta à noite, significa que o Céu obteve uma vitória. Significa que um santo nasceu.”

“Meu outro sonho foi ainda mais forte,” disse o fazendeiro Moon. “Eu sonhei com um Dragão brilhando no Céu.”

Halaboji bateu suas mãos na mesa. “Isto é demais!” ele disse roucamente. “Eu nunca tinha ouvido sobre alguém que tivesse sonhado com um Dragão Sagrado.”

“Mas é verdade, Pai. Foi muito claro,” insistiu o fazendeiro Moon.

“Bem, então, eu não interpretarei isto,” disse Halaboji. “Você deve contar esse sonho para a Mudang. O Céu pode estar falando com você. Ela saberá.”

Mais tarde, após ter alimentado os animais, o fazendeiro Moon embalou um saco de arroz para levar para a Mudang. Ele vestiu seu robe branco, suas botas grandes de feltro e seu chapéu de crina. Era um sinal de negócio sério, colocar este chapéu. Era feito de crina e pintado com laca preta até que ficasse rígido. Tinha uma grande borda, e uma parte alta, achatada em cima. Este não cabia realmente em sua cabeça, mas estava bem assentado no topo de sua cabeça, pois tinha um lenço de seda preto amarrado sob seu queixo. O fazendeiro Moon sentia-se um homem sábio quando usava este chapéu. Ele saiu para ir ver a Mudang. Para as pessoas na pequena vila rural, a Mudang era tanto uma doutora como uma sacerdotisa.

Quando alguém ficava terrivelmente doente, ela viria com suas ervas. Quando tinham problemas com espíritos, era ela quem chegaria com suas canções e danças e sua bolsa de coisas mágicas. Ela também podia ler o futuro da mesma forma como outros podem ler um livro.

A Mudang vivia em um mundo onde o mundo espiritual e o mundo físico estavam juntos. Tudo tinha um espírito. Não somente os animais, plantas e pessoas, mas potes e bandejas, lâmpadas de óleo, pedras, o vento nas árvores. Tudo tinha algo para dizer a ela, porque ela sabia como ouvir.

Logo o fazendeiro Moon chegou até a casa dela. Ele caminhou um tanto nervosamente até a porta dela e bateu. Sem resposta. Ele bateu de novo. Finalmente, ele abriu uma fresta e chamou: “Mudang, você está aí?”

“Entre,” ele ouviu ela dizer. Ao remover seus sapatos, ele viu que ela estava sentada no chão atrás de uma mesa baixa. Na mesa havia uma pilha de ossos mágicos de tartaruga, uma bacia de água, e uma bacia de sal. Seus cabelos pretos estavam amarrados.

Ele foi direto ao ponto. “Eu sonhei com o Dragão Brilhante na noite passada,” ele contou a ela.

Ela permaneceu em silêncio por um momento, seus olhos fechados, ouvindo. Finalmente, ela assentiu com a cabeça e disse calmamente, com algum espanto em sua voz: “Há uma lenda antiga sobre o primeiro homem, o Taegun. Seu sonho conta-nos isso agora, após todos esses anos, Taegun, ou o Verdadeiro Homem, nascerá em sua casa.”

Ele levantou suas sobrancelhas em surpresa, mas ele pôde ver que ela estava completamente séria sobre isto. Ele não fez mais nenhuma pergunta. Ela parecia ter terminado, assim, ele respeitosamente entregou seu saco de arroz, e se inclinou respeitosamente. Ele rapidamente colocou seus sapatos e saiu da casa. Ao sair pela porta, ele ouviu-a dizendo: “Eu irei até sua casa em oito dias para a cerimônia de oferta.”

Verdadeiro Homem? Taegun? Em sua casa? O fazendeiro Moon caminhou em silêncio. Isto tudo era demais.

Naquela noite, a criança nasceu. Sempre que nascem os bebês, as mulheres se tornam as mestras da casa. Elas orientam os homens que se apressam para ajudar a mãe.

O fazendeiro Moon e Halaboji não se ocupavam com as tarefas da cozinha. Eles sentaram próximo ao fogo e jogavam Mah Jong, um tipo de jogo de cartas. O nascimento era uma parte natural de suas vidas, e eles já haviam presenciado muitos nascimentos, tanto de humanos como de animais. Contudo, ambos sentiram que aquele era especial. Estava difícil se concentrar no jogo. Finalmente, o fazendeiro Moon empurrou suas cartas e se encostou contra a parede e esperou. “E se for uma menina?”

De repente, um choro de bebê foi ouvido, seguido por risadas felizes das mulheres e das meninas. “Um menino!” elas disseram para os homens alegremente. “É um menino!” Na família de três filhas e um filho, esta era uma boa notícia. Mas para os dois homens, isto tinha um significado profundo.

O fazendeiro Moon rapidamente ficou de pé e foi para o outro quarto se unir aos risos de alegria. Ele viu as mulheres e meninas saindo do quarto com um brilho nos olhos. Sua esposa sorriu para ele. Ele olhou para o rostinho de seu filho. “Nós o chamaremos de ‘Sun Yong'” ele disse calmamente. “Yong significa Dragão Brilhante.”

Halaboji sentou-se pensando sobre tudo que havia acontecido nesse dia. Sua neta veio até a porta, chamando-o para vir também. Ele concordou com ela e se levantou. Empurrando a porta, ele caminhou para fora e saiu para o ar congelante da noite.

Era 6 de janeiro de 1920. A lua estava brilhando na camada fina de neve. O ar estava cheio de luz prateada. Um sentimento de paz e de boa vontade parecia soar em seus ouvidos. Tal como a Mudang, Halaboji parecia estar procurando com seus pensamentos, esperando e ouvindo. Seus pensamentos estavam voltados para o céu. Ele olhou para cima e uma estrela brilhava de modo especial e ele sussurrou: “Obrigado.”

Ao longe, além do campo iluminado de arroz, um galo cantou.

“Nota”: Mais tarde, o Pai Celeste orientou para mudar o nome do Pai para Sun Myung. Moon significa Verdade; Sun é um símbolo dos Cristãos; Myung significa Luz. Assim, seu nome, Sun Myung Moon, significa “A Luz da Verdade que vem para os Cristãos.”

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