Histórias da Vida do Verdadeiro Pai – Parte III

O menino e o valentão

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Quando o Pai era um garotinho, mesmo sendo tão jovem, ele entendia muito bem a bondade e a maldade. O Pai não suportava ver a maldade. Sempre que ele via algo mal ocorrendo, tal como alguém roubando ou sendo mesquinho com outro, ele tinha que pará-lo. Às vezes, isto significava que teria que lutar utilizando seus punhos, mesmo que não o quisesse. Primeiro, o Pai sempre tentava conversar com a pessoa que estava fazendo algo errado. Ele procurava faze-lo entender que estava errado ao fazer aquelas coisas e que devia parar de fazê-lo. Se a pessoa não o ouvisse, então o Pai sentia que não tinha escolha a não ser lutar.

O único momento que o Pai lutaria era se alguém fosse muito mal. Vocês vêem, somente a bondade e a retidão pertencem a Deus. Não deveria haver qualquer lugar no mundo para o mal, porque Deus quer que este seja um lugar agradável para todos viverem. E o Pai queria a mesma coisa. E também, o Pai lutaria somente com alguém que fosse mais forte do que ele mesmo. Não seria justo, ele pensava, lutar com alguém mais fraco do que ele.

Na escola na qual o Pai estudava, havia um menino muito mesquinho, que sempre machucava as outras crianças ou as fazia chorar. Ele era conhecido por todos como o valentão da escola, e as crianças menores tinham medo de ir à escola por causa dele. O Pai tentou repetidamente convencê-lo a parar de machucar as crianças, mas o menino não o ouviu. Ele apenas ria do Pai com uma risada muito mesquinha. O valentão era quatro anos mais velho do que o Pai, e também era muito maior e mais forte.

Um dia, o Pai decidiu que não teria outra escolha a não ser lutar com este menino. O valentão estava com muita vontade de lutar, porque pensava que seria fácil vencer, sendo o Pai tão novo e muito menor do que ele. Mas o Pai sabia que ele estava certo e que o bem devia vencer sobre tão má pessoa. A luta começou. Eles lutaram e lutaram. O Pai ficou muito machucado, e a luta teve que parar.

Mesmo assim, o Pai não se deu por vencido. Ao invés, ele decidiu começar um treinamento muito especial. Ele teria que se tornar mais resistente e mais forte. Assim ele começou a ir até a montanha próxima a sua vila. Lá, o Pai procurou por uma árvore forte e sólida. Ele simulava que a árvore era o valentão e lutava com a árvore! Seus punhos ficaram doloridos e machucados. Mas ele manteve-se indo à montanha mais vezes até que eles ficaram fortes e resistentes. O Pai ficou forte, tão forte que a árvore realmente quebrou! Então ele soube que estava pronto para encarar o valentão mais uma vez.

Na manhã seguinte, o Pai levantou, embalou seu almoço e saiu para a escola como usual. Mas quando ele chegou, ao invés de ir para a sala de aula, ele foi procurar pelo valentão. O Pai não iria deixar tal pessoa má estar livre para fazer coisas más para outras crianças por muito tempo. O Pai logo o encontrou, caminhou até ele, e uma vez mais lhe disse que devia parar de machucar as crianças. O valentão apenas riu dele e não deu ouvido. Então o Pai não teve outra escolha a não ser lutar com ele.

A luta começou novamente. O valentão ficou surpreso ao ver que os braços do Pai havia se tornado muito fortes e seus punhos tão resistentes. O valentão ficou mais sério, e tentou terminar com o Pai rapidamente. Mas ele conheceu sua derrota. Desta vez o Pai venceu a luta.  Após isso, toda vez que o Pai estava por perto, o valentão nunca mais pôde machucar outras crianças ou os fez chorar de novo.

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