Histórias da Vida do Verdadeiro Pai – Parte V

Um coreano no Japão: O Pai deixa a Terra Natal

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Havia três anos desde que Jesus apareceu pela primeira vez ao Pai e disse-lhe qual seria sua missão. Ele havia aprendido muitas coisas sobre Deus, sobre o universo, sobre Satanás. Mesmo gastando muitas horas do dia orando, ele também foi para a escola. Agora o Pai tinha 19 anos de idade. Ele havia se graduado no colégio. Ele estava imaginando se Deus queria que ele continuasse indo para a escola, talvez uma faculdade. Enquanto orava na montanha, ele perguntou ao Pai Celeste: “O Senhor me deu uma missão tão grande. Agora eu terminei o colégio. Eu sempre quis ir para a faculdade. Mas o que o Senhor quer que eu faça agora?”

Tudo estava tão quieto ao lado da montanha. Então um pássaro pairou silenciosamente pelo ar. O Pai ficou silenciosamente esperando a resposta de Deus. Então o Pai ouviu de seu interior Deus dizendo: “Vá para o Japão para a faculdade. Você deve aprender sobre o Japão e o povo japonês.” O Pai curvou sua cabeça muito profundamente quando ouviu isto. “Pai Celeste, eu irei para o Japão. Mas eu precisarei da Sua ajuda. Eu nunca estive em outro país antes.”

Era algo completamente assustador pensar em ir para o Japão. Quando o Pai tinha 19 anos, o Japão e a Coreia eram países inimigos. O pai pensou sobre os soldados japoneses que vieram para sua cidade. Eles nunca sorriam. Somente davam ordens ao povo coreano. Os soldados japoneses fizeram todos os coreanos falarem japonês, ao invés de coreano. Era duro ter que aprender este idioma do inimigo. Era sempre uma boa sensação poder falar coreano com seu pai e sua mãe em casa, mas o Pai tinha que falar japonês na escola.

Ao lado da montanha, o Pai pensou sobre todas estas coisas. Mas toda vez que ele se sentia assustado, parecia que Deus o abraçava, e fazia com que o Pai se sentisse melhor e mais forte. Ele disse para Deus: “Eu sei que o Senhor não quer que os japoneses e os coreanos sejam inimigos. Eu irei lá pelo Senhor.”

Partindo

O Pai foi para casa e começou a fazer planos. Ele pegou uma velha e grande mala marrom e começou a colocar suas roupas. Então ele disse adeus para seu pai e sua mãe e irmãos e irmãs na estação de trem na Coreia do Norte. Ele embarcou no trem. Todos acenavam até que o trem estivesse fora de visão. Sempre que o pai pensava em Deus, isto o ajudava a ficar sério e forte. Portanto, pensar em Deus neste momento ajudou o Pai a deixar sua família.

Era um trem grande e preto que andava muito lento, que fazia muitos ruídos e que balançava bastante. O trajeto durou o dia todo, e não havia nada a fazer a não ser olhar o campo pela janela. Esta era a primeira vez que o Pai tinha visto a parte sul da Coreia. Enquanto o trem lentamente seguia seu trajeto, o Pai via quão pobre o povo coreano realmente era. Eles não tinham carros, caminhões ou tratores. Todos os fazendeiros faziam o trabalho duro com suas próprias mãos. Ele os viu se inclinando e trabalhando sobre os campos de arroz. Suas costas estavam machucadas. Quando olhou para o povo coreano, ele viu que suas faces pareciam cansadas. Eles tinham muitas rugas. Suas roupas eram velhas e desgastadas. Mas as pessoas mais velhas continuavam trabalhando. O Pai prestou atenção em uma avó muito velha carregando uma carga muito pesada em suas costas. As lágrimas começaram a rolar pelo rosto do Pai. Ele as limpou, mas vieram mais e mais lágrimas.

Uma senhora muito simpática estava sentada ao lado do Pai no trem. Ela o viu chorando. “Para onde você está indo?” Ela perguntou. O Pai disse: “Eu estou indo para o Japão para a universidade”. “Oh, querido”, ela disse, “você deve estar tão triste por deixar sua casa”. Ela acomodou-o em seu ombro, tentando confortá-lo. Ela tinha uma face muito agradável, como a mãe do Pai, mas o Pai permaneceu chorando sem parar.

O Pai não estava chorando por ter deixado sua casa. Ele estava chorando por causa do povo coreano ser tão pobre. Ele disse ao Pai Celeste: “Eu sei que o Senhor tem um plano especial para a Coreia. Mas porque o Senhor escolheu a Coreia? É um país tão pobre. Como eu posso ajudar este país a se tornar grande?” O Pai também se sentia triste porque o povo coreano era como escravo para os soldados japoneses que estavam marchando e controlando tudo. O Pai sabia que Deus queria que a Coreia fosse livre. “No Japão eu trabalharei para tornar a Coreia livre,” o Pai prometeu.

Finalmente, o grande trem alcançou lentamente uma parada. Eles tinham chegado com segurança, e todos estavam contentes. O Pai ainda tinha lágrimas em seus olhos quando disse adeus para a simpática senhora que esteve sentada ao lado dele o dia inteiro. Mas ela nunca soube o porquê dele estar chorando.

O Pai desceu do trem e olhou ao redor. Agora ele tinha que encontrar a doca e pegar o navio para o Japão. Ele perguntou a um homem: “Onde está o barco para o Japão?” O homem apontou para a esquerda. O Pai pegou sua mala e carregou-a pelo longo caminho que descia até a doca. O barco estava esperando para embarcar os passageiros para o Japão. O Pai se juntou aos outros passageiros no barco. Após a longa e barulhenta viagem de trem, o barco era tão silencioso e calmo. O mar estava calmo enquanto o Pai acenava se despedindo da Coreia, seu lar, navegando pelo oceano em direção ao Japão.

Em seu íntimo, o Pai pensou: “Eu devo trabalhar no Japão até que um dia os povos coreanos e japoneses possam ser como uma família, não inimigos.” Pensando sobre isto, o Pai sentou-se ao lado de sua mala. Enquanto o barco deslizava sobre as águas na luz do luar, o movimento silencioso das águas fez o pai adormecer. Deus olhou para ele com amor, pois sabia que seu trabalho seria muito duro. Quando o navio entrou na doca no Japão, o sol estava brilhando. O Pai estava no deck do barco, e acordou excitado, ansioso para chegar a seu novo lar.

O Pai e os Mendigos 

O Pai era um jovem muito esperto. Ele era bom para entender como as coisas funcionam. Por isso ele havia decidido ir para uma universidade famosa no Japão chamada Universidade Waseda. Ele planejava estudar engenharia elétrica. Todos os dias o Pai foi para as aulas e estudou com os outros estudantes. Mas o Pai não tinha permissão de falar sobre Deus no Japão. Ninguém sabia sua real razão para estar ali. Muitas vezes as pessoas o trataram rudemente. Muitas vezes as crianças diziam: “Lá vai esse coreano de novo”. Ele estava frequentemente sozinho.

O Pai sempre procurava maneiras de fazer amigos. Ele era bom em muitas coisas, tanto jogando como trabalhando, e as pessoas sempre se reuniam para vê-lo. Às vezes elas falavam para ele, como admiravam o quanto ele era forte.

Um dia quando o Pai estava caminhando por uma rua, ele percebeu um grupo de mendigos na calçada. O Pai pensou sobre quão pobre o povo coreano era, e ele sentiu pesar pelos mendigos japoneses. Ele disse para si mesmo: “Eu visitarei esses mendigos e cuidarei deles”.

O Pai voltou para seu quarto e pegou um pouco de arroz. Os mendigos estavam sentados na sujeira da rua e com as mãos estendidas para pedir dinheiro ou comida a quem passava. Eles estavam com muita fome. Quando eles olharam para o Pai, até mesmo seus olhos pareciam famintos. Seus corpos estavam magros e sujos. Seus cabelos pretos eram longos e pegajosos. O Pai olhou para um mendigo e disse: “Aqui está, eu trouxe um pouco de arroz para vocês.” Famintos, eles agarraram o arroz e o comeram rapidamente. Um deles olhou para o Pai e disse: “Arigato gosiamas.” Isto significa “obrigado” em japonês. Eles ficaram surpresos que um estudante universitário coreano fosse generoso com eles.

Por isso o Pai se tornou um amigo. Ele trazia arroz frequentemente. Um dia ele os surpreendeu trazendo uma tesoura. “Eu vou cortar os seus cabelos,” ele anunciou. Um por um, eles se sentaram em uma caixa, e chumaços de cabelo preto sujo caíram no chão. Um homem disse agradecido: “Agora me sinto como uma pessoa novamente.” Isso fez o Pai sorrir.

Quando o Pai terminou, ele sentou-se na caixa de madeira com eles. Todos eles contaram as histórias sobre suas famílias. O Pai disse-lhes que ser um coreano ou um japonês não importa. “Somos todos, uma família,” ele explicou. Eles ficaram mesmo surpresos ao ouvir isso!

Logo, eles começaram a amar muito, muito o Pai. Era uma visão engraçada, quatro mendigos japoneses e um estudante coreano, conversando e rindo juntos. Às vezes, o Pai tinha que estudar para uma prova, e se ausentava um dia da presença com eles. O dia dos mendigos ficava então vazio. Todos os dias eles esperavam pelo Pai. “Onde está aquele rapaz, Moon?” Eles perguntavam. “Nós seguramente precisamos dele”. Eles sempre lembravam do jovem coreano que trazia alegria aos seus corações, e colocava comida em seus estômagos. Seus países eram inimigos, mas eles se amavam, porque eram pessoas. Como o Pai havia aprendido na montanha, todas as pessoas são filhos de Deus.

O Pai e os Trabalhadores com Carvão

Enquanto o Pai estava frequentando a faculdade no Japão, sua vida foi muito dura. Ele tinha que comprar livros e pagar aluguel. Ele também tinha que comprar comida. Ele tinha que ganhar dinheiro para comprar estas coisas. Às vezes, quando ele ia procurar algum trabalho, o chefe olhava para ele e dizia: “Você é coreano. Eu não posso te dar este trabalho.” Deste modo, o Pai era tratado como um servo.

Um dia ele encontrou um trabalho de carregador de carvão de um navio na doca até um armazém. O Pai tinha que carregar pesados sacos pretos de carvão. Isto o deixava sujo e cansado ao carregá-los. Muitas pessoas não queriam fazer esse trabalho tão sujo e duro. Cada vez que o Pai caminhava para subir uma ladeira com um saco de carvão nas costas, as pessoas riam dele. As criancinhas apontavam e diziam: “Olhem que homem sujo.” O Pai rangia seus dentes e continuava. Ele dizia para Deus: “Pai Celeste, eu estou fazendo isso para trazer o Seu amor ao Japão. Mas eles não sabem disso. Por favor, por favor, ajude-me a amar estas pessoas.”

O Pai procurava ganhar dinheiro rapidamente, porque tinha muitas outras coisas para fazer. De repente, o Pai teve uma brilhante idéia. Se um grupo de pessoas carregasse o carvão, eles conseguiriam fazê-lo rapidamente. O Pai voltou apressado para ver seus amigos. “Hei, rapazes”, disse ele, “Eu encontrei um trabalho como carregador de carvão. Porque não trabalhamos todos juntos. Então conseguiremos fazer este trabalho rapidamente. Podemos dividir o pagamento, e todos nós teremos algum dinheiro.” “Sim,” seus amigos concordaram, “Vamos fazê-lo.” Todos eles desceram para as docas e começaram a carregar os sacos pesados. Eles trabalharam todo o dia. Logo, eles estavam cobertos pela poeira do carvão. Com o suor escorrendo por suas faces, surgiam riscos. “Uau, este é um trabalho duro,” um amigo observou. “Seguramente,” outro respondeu: “mas se todos trabalharmos juntos, é verdade que podemos fazer mais do que se Sun Myung-san o fizesse sozinho.”

Desceu a escuridão, e eles continuaram trabalhando. Eles trabalharam a noite inteira. Quando amanheceu, eles continuaram trabalhando o dia inteiro, também. O Pai continuava incentivando-os, e dando-lhes energia para continuar.

Finalmente, o último saco de carvão estava no depósito. O pequeno grupo de jovens cansados, com seus rostos cobertos com o pó preto do carvão e riscado com o seu suor, caminharam dolorosamente até o chefe. “Estamos aqui para nosso pagamento!” disse o Pai. “O que?” falou o chefe, “Como fizeram isto tão rápido? Geralmente demora mais de uma semana. É um truque?” Ele conferiu, mas todo o carvão havia saído da doca. Havia sido com certeza, empilhado no armazém. Ele balançou a cabeça. “Eu não posso acreditar nisso, mas aqui está seu pagamento.” O Pai e seus amigos alegremente o dividiram. Então cada um foi para casa com um maço de dinheiro em seu bolso. O Pai comeu uma grande refeição, e foi para o banho público para um bom banho. Ele estava morto de cansaço, mas antes de ir dormir, ele agradeceu a Deus, pois agora ele tinha dinheiro para comprar comida por um longo tempo. Ele teria algum tempo para fazer mais coisas importantes.

Porque carregar carvão era um trabalho tão sujo, somente as pessoas muito pobres estavam dispostas a fazer este trabalho no Japão. O Pai trabalhou para uma companhia de carvão. Ele carregava o carvão das pessoas para suas casas durante todo o inverno, e cada pessoa o pagava pelo carvão. Desta forma ele ganhou dinheiro suficiente para viver.

Auxiliando 

Numa noite fria, o Pai estava carregando carvão para a última pessoa em sua rota. Era um grande edifício. Estava muito frio e o Pai não poderia esperar para retornar para seu quarto e se aquecer. Enquanto ele esperava na porta, estava pensando, “Porque as pessoas têm que ser tão pobres? O Pai Celeste queria que nós desfrutássemos da criação e fossemos felizes. É por causa de Satanás que as pessoas são tão pobres e miseráveis.” Isto fez com que o Pai se sentisse muito irado com Satanás. Então o gerente do edifício veio até a porta. Ele recebeu o carvão do Pai. Ele tinha uma face generosa. Quando ele pagou o Pai pelo carvão, ele sorriu, procurou em seu bolso por algum dinheiro extra. “Isto é para você”, ele disse. O Pai ficou surpreso. Geralmente no Japão as pessoas não faziam coisas simpáticas porque ele era um coreano.

Nessa noite quando o Pai fazia suas orações, ele agradeceu a Deus que aquele homem japonês havia sido generoso com ele. O Pai disse para o Pai Celeste: “Por causa deste generoso homem japonês, seria fácil perdoar todas aquelas pessoas que foram indelicadas”. Então ele foi dormir com um coração mais calmo e feliz.

Havia mais uma pessoa que era generosa com o Pai no Japão. Era a dona do quarto que o Pai alugava. O Pai alugou um pequeno quarto na casa dela. Quando o Pai vinha da escola para casa, ela sempre estava lá lhe dando as boas vindas. O Pai a cumprimentava e falava com ela sobre seu dia. Ela passou a amar o Pai como se fosse seu próprio filho. Ela nunca soube que o Pai era o filho especial de Deus, que ele tinha a missão especial de ser o Messias. O Pai sempre lembra sua generosidade. Por causa dela, o Pai poderia mais facilmente perdoar as pessoas que o tratavam mal todos os dias.

Assim, até mesmo em uma nação de inimigos, o Pai encontrou amigos!

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