O Coração de Deus

O Coração de Deus é a fonte de Seu amor, o núcleo de Seu ser. Este coração o impele a viver para o benefício de Seus filhos e a criação. Deus é o rei do amor.  “Deus pode desfrutar Sua vida sem amor?” pergunta o Reverendo Moon. “Não. Entretanto, por mais onisciente e onipotente que Ele possa ser, por Si mesmo, Ele não pode desfrutar felicidade… Você diz que está feliz porque você tem pais, seu esposo ou esposa, seus entes queridos. Você diz para alguém, ‘Eu estou feliz porque eu tenho você
comigo…’ Se isso é verdade com os seres humanos, o mesmo se aplica para Deus.”

Coração de Deus

Mais do que os pais terrenos mais devotos, o Pai Celeste é tão apaixonadamente preocupado com cada um de Seus filhos, que a alegria ou angústia de nenhuma pessoa escapa à Sua observação. “E nenhum deles está esquecido diante de Deus,” temos a
certeza e segurança que cada pessoa “vale mais do que muitos passarinhos” (Lucas 12:6-7). O coração de Deus é totalmente relacional; ele não pode ficar indiferente e distante; ele não pode desfrutar do isolamento.

Este coração paternal significa que ninguém está fora de seu alcance. A graça divina cai como chuva de forma igual sobre dignos e indignos. Não há limites para este amor; nenhum sacrifício é tão grande. Ele “amou tanto o mundo” que Ele ofereceria tudo o que Ele tinha, até mesmo Seu Filho mais amado (João 3:16) que “não querendo que ninguém pereça, mas que todos venham ao arrependimento” e sejam salvos (2 Pedro 3:9). “Voltem para mim e sejam salvos,” Ele clamou através do profeta Isaías, “todos vocês dos confins da terra!” (45:22-23).

Na verdade, esta é a característica determinante do Coração de Deus — ninguém está fora dele. Mesmo aqueles que o desobedeceram, o rejeitaram e até mesmo buscam destruir tudo que Ele estima, não estão excluídos. Sua ira e juízo são, em última análise, para o propósito da reconciliação, para o propósito de estar junto com Seus filhos.

Como o Reverendo tem dito, não importa em que estado estejam os seres humanos, “Deus não pode evitar amar o
homem. Você pode estar confiante para dizer que sem você, Deus não pode ser feliz”. O impulso de buscar alegria através de amar é tão forte para haver qualquer rejeição permanente ou estranhamento entre o Pai e qualquer de Seus filhos.

Coração de Alegria

Deus é bom o tempo todo

O coração de Deus tem três aspectos primários. Um é alegria, o espírito com o qual Ele criou o universo. É a exultação que está refletida nas infinitas variedades das belezas que compõem a criação. A imaginação divina foi animada com alegria: “Isto é bom,” Ele disse sobre Sua criação (Gênesis 1:10). Ele ficou especialmente alegre na antecipação de compartilhar Sua vida com filhos receptivos e vendo-os deleitando na criação que Ele fez. Quando pais humanos ficam felizes ao preparar um berço, e em
seguida dar as boas vindas em lágrimas a um novo filho que chega a este mundo, eles experimentam o coração de Deus de alegria na criação.

“Uma vez que o coração de Deus habite dentro de você, não importa quão solitário você possa estar, você estará preenchido e o universo estará preenchido,” afirma o Reverendo Moon. “Essa pessoa é infinitamente alegre, sem carecer de nada.”

“Ah, meu Senhor Deus,” escreveu Thomas Kempis, em The Imitation of Christ, “o mais fiel amante, quando Tu vens para meu coração, tudo que está dentro de mim regozija!” Esta é a felicidade definitiva e a essência do Céu. Isto tem sido chamado de paraíso, nirvana, bem-aventurança. Qualquer que seja seu nome, ele é inegavelmente bom e satisfatório — um oásis no deserto no coração humano sedento.

Coração de Tristeza

Eu quero viver para Deus
Este é o motivo pelo qual a distância Dele, que tem sido a condição humana através das eras, deixa uma dor e inquietação.
Por outro lado, quando Adão pecou, Deus procurou por ele no Jardim, chamando, “Onde você está?”(Gênesis 3:9). Assim, nem o Pai Celeste e nem os filhos terrenos podem encontrar a realização definitiva sem o “parceiro de amor” perdido. O coração de Deus tem experimentado muita coisa que não é agradável. As agonias do mundo sobrecarregam tudo, mas a mais insensível das almas não está perdida para o Criador.

Este é um aspecto importante do coração divino: tristeza. Como os pais que observam seus preciosos filhos sofrendo através de um ato imprudente, ou pior, como vítimas de um crime, o coração de Deus sofre ao ver o tormento e miséria do mundo: a
insensibilidade da guerra, a miséria da fome e da pobreza, o sofrimento da doença, as agonias das famílias separadas, a angústia do vazio espiritual. “Se uma única parte sofre, todas as partes sofrem com ela,” disse São Paulo sobre o corpo dos fiéis (1 Coríntios 12:26); como a Cabeça do corpo poderia não sofrer? Ele agoniza com Seus amados quando qualquer de Seus filhos sofre. “Em toda a angústia deles ele foi angustiado” (Isaías 63:9), diz as escrituras hebraicas sobre Seu relacionamento com Seu povo;

Da mesma forma, Maomé sentiu o sofrimento de Deus, dizendo em um Hadith, “Eu vejo o que você não vê e ouço o que você não ouve; o céu tem gemido, e o céu tem direito de gemer.” Deus não somente sente a dor de cada pessoa, mas isto é ainda
mais amplificado por Seu entendimento do que poderia ser — Sua visão não realizada do mundo belo que Ele pretendia.

Aspectos do coração de Deus

                                                 Aspectos do coração de Deus

Além de Sua dor que surge da compaixão, o coração de Deus sofre pela comunhão rompida com Seus amados. Ele sente as dores pelas alegrias perdidas, incapaz de compartilhar plenamente as vidas e os amores da miríade de Seus filhos e filhas. Esta
esperança frustrada é o que os Asiáticos chamam de “han,” a base do que o teólogo Andrew Sung Park chama de “coração ferido” de Deus  e o pastor Kazoh Kitamori chama de “a dor de Deus.”

As escrituras revelam a dor dos Pais que deram tudo, mas ainda não podem se conectar suficientemente com Seus filhos.
Seu amor é em grande parte não correspondido. “Quanto mais os chamavam, mais se iam da sua face…” (Oséias 11:2). Este versículo hebraico capta o lamento de um Pai com o coração partido. “Quantas vezes eu quis reunir seus filhos,” Ele confessa para um mundo rebelde, “quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu não quiseste” (Mateus 23:37). Os pais estão dispostos a dar sem fim para o benefício de seus filhos, mas a alegria é incompleta quando amor não é retornado. De fato, Ele é descrito como “triste” por causa da maldade e falta de fé de Seus filhos (Gênesis 6:5-6).

Coração de Esperança

Se Deus comigo está, a quem eu temerei
Contudo, Deus também é a fonte de esperança. Este é o terceiro aspecto primário do Coração de Deus — a esperança na restauração de Seu ideal perdido. Este é o poder que supera a tristeza, a frustração e a dor. Esta é a força que sustenta Sua
surpreendente perseverança, fazendo-o trabalhar incansavelmente e pacientemente através de Seus representantes buscando pelo dia do grande regresso ao lar. Ele busca fervorosamente cada filho que não o conhece.

Os pais sacrificariam qualquer coisa e ofereceriam qualquer quantidade de resgate se isto significar a liberação de seu filho dos laços dos captores. Da mesma forma, Deus investe todo o Seu coração e esforços na direção de liberar o homem da escravidão da ignorância e da força do egoísmo. Deus não pode descansar até que aqueles que tenham cometido o mais hediondo dos crimes se arrependam e comecem a cultivar seus próprios corações de bondade original.

Talvez nenhuma imagem da ternura do Criador seja mais pungente do que aquela que Jesus indicou em sua estória do Filho Pródigo (Lucas 15:11-32). A paternidade é revelada como sofredora por seu filho rebelde quando ficou esperando na janela no caso que ele pudesse retornar algum dia. Ele sofreu por ser separado de seu filho. Quando ele vislumbra seu filho retornando, o pai esquece todo o decoro e corre na direção dele para cumprimentá-lo. Ele está fora de si de tanta alegria por ter seu filho de volta, não importa que dor o jovem possa ter causado.

Alguém poderia dizer que o pai é um escravo voluntário do amor paternal. O coração de Deus não é essencialmente diferente. Ele se permite ser vulnerável para Seus filhos, ser cativo do mesmo amor que os cativa. “Ele é o Senhor Onipotente, o Senhor de todos os seres, o controlador de tudo,” diz as escrituras Hindus, “contudo, Ele se permite ser controlado por aqueles que o amam” (Srimad Bhagavatam 10.3) — e pelo próprio amor. Por causa de sua fé inabalável em Seu povo e Sua visão, Deus pode
suportar a agonia de ver Seus fiéis desprezados e perseguidos e continuar trabalhando até que cada parte do plano original seja realizada.

Com o coração do pai na pele de um servo, Deus persevera para salvar Seus filhos, impulsionado por Seu coração de esperança.O pai que paga por danos de seu filho descuidado no carro de outra pessoa, a mãe que vai até o diretor para pedir por uma chance para sua filha, o pai que se coloca com seu garoto na corte e oferece sua própria respeitabilidade como uma esperança de clemência, a mãe que pede desculpas para uma criança que sua filha tenha ferido – todos compartilham a tristeza de Deus sobre o mau comportamento de seus filhos e compartilham a mesma esperança: se eles se atentam o suficiente, oram o suficiente, amam o suficiente e se esforçam o suficiente, certamente seus filhos farão seu sacrifício
de amor e se tornarão pessoas responsáveis por eles mesmos. Esta é a esperança de todos os pais. Deus, os pais de todos, é a mesma coisa.

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