Amor na Família

A família ideal somente pode servir como bloco edificador do Reino de Deus. – Sun Myung Moon

A família é o meio primário através do qual a maioria das pessoas aprende sobre amor. Martin Luther King disse, como faz o Reverendo Moon, que a família é a “escola do amor.” Cultivar amor verdadeiro ao longo de uma vida envolve estabelecer relacionamentos amorosos e uma família. A família contém uma dose dupla em uma vida de amor. A família de origem de uma pessoa a cultiva em amor como um filho e um irmão, conduzindo para seu desenvolvimento e maturidade pessoal. Então ele ou ela segue para cultivar em uma nova família com um cônjuge e filhos. Todas estas experiências educam uma pessoa no amor verdadeiro.


Muitas tradições religiosas e morais equiparam os relacionamentos honrosos e amorosos na família com um modelo para o relacionamento correto de uma pessoa com Deus. No Talmud, por exemplo, está escrito, “Quando um homem honra seu pai e sua mãe, Deus diz, ‘Eu considero isto como se eu tivesse habitado entre eles e eles tenham me honrado” (Kiddushin, 30b). Jesus encorajava seus seguidores a pensar sobre Deus como um pai amoroso e se relacionar com Ele assim. Confúcio disse, “Seguramente o comportamento adequado em relação aos pais e irmãos mais velhos é o tronco da bondade,” (Analetos 1.2) e “Piedade filial é a raiz de todas as virtudes” (Classic of Filial Piety). Estes sentimentos são ecoados no Hinduísmo, Budismo, Shintoísmo, Islamismo e crenças africanas e nativas americanas tradicionais.

Vida familiar pode ser vista como uma vocação para crescer para estar mais perto de Deus e permiti-lo se manifestar e habitar no amor verdadeiro. Como um mestre Budista disse, a família é tão exigente quanto qualquer monastério. Concebida dessa forma, a família pode ser vista como um veículo de santidade e um instrumento de salvação. Comunidades espirituais afirmam a importância da estrutura familiar na proteção e nutrição da espiritualidade de seus membros conferindo títulos familiares. As pessoas aceitas em uma comunidade de fé se tornam irmãos e irmãs. Na Igreja Católica, os fiéis são liderados pelos sacerdotes que são chamados de “Padre,” e o título do chefe da Igreja Católica é o “Santo Padre.” Comunidades são guiadas por freiras que são referidas como “Irmã” e às vezes “Madre.”

A importância da família na criação de bons seres humanos é corroborada pelas conclusões dos cientistas sociais. A família favorece o desenvolvimento humano de inúmeras formas positivas, não menos do que no desenvolvimento moral. Mais e mais cientistas sociais e políticos defendem a família como sendo essencial, não somente para o bem-estar físico dos filhos, mas também para seu bem-estar mental, emocional e moral. Por causa disto, a família é a espinha dorsal de uma ordem social viável. Em tempos modernos, a noção do que é uma família se tornou uma questão. No entanto, mesmo quando as pessoas rejeitam, negam, ou ignoram a configuração tradicional de pai, mãe e seus filhos biológicos, elas tendem a seguir seus padrões de qualquer forma, demonstrando a necessidade fundamental que elas sentem por sua estrutura.

Casais vivem juntos e criam seus filhos, mesmo se os filhos são de relacionamentos anteriores. Casais do mesmo sexo assumem papéis masculino e feminino e demandam reconhecimento legal de suas uniões; muitos buscam adotar filhos. As pessoas formam famílias alternativas e substitutas. Um jovem homem no segundo concerto de “Woodstock” disse que não se sentia como estivesse entre estranhos porque “a família” estava lá. Jovens frequentemente se juntam a gangues porque recebem sentimentos familiares de solidariedade, força e proteção a partir de seus “meninos de casa.” Cody Scott, o líder criminoso condenado da notória gangue L.A. Crips, disse em uma entrevista que ele se virou para as ruas porque nunca teve uma família adequada.

Crianças sem lar frequentemente se unem em bandos nas ruas em pequenas “famílias.” Entretanto, nenhum destes substitutos fornece os mesmos benefícios como a família básica de pai, mãe e seus filhos biológicos. A antropóloga Margaret Mead afirmou a centralidade da família tradicional em assuntos humanos. Ela disse: Até onde chega nosso conhecimento, os seres humanos viveram em famílias. Não conhecemos nenhum período onde isto não tenha sido assim. Não conhecemos nenhum povo que tenha sido bem sucedido por muito tempo dissolvendo a família ou substituindo-a… Uma outra vez, a despeito das propostas de mudança e experimentos atuais, as sociedades humanas têm reafirmado sua dependência da família como a unidade básica da vida humana — a família de pai, mãe e filhos.

As Quatro Realidades de Coração na Família

A partir do exposto, podemos concluir que há algo importante para o desenvolvimento humano na própria estrutura da família. Uma das contribuições mais preciosas do Reverendo Moon é elucidar a ideia que os papéis familiares criam determinadas “realidades de coração” que preparam as pessoas no amor. As pessoas aprendem sobre amor através de se colocarem como filhos e filhas, irmãos e irmãs, esposos e esposas, pais e mães. Como o educador Gabriel Moran coloca, “A família ensina através de sua forma.”

Aspectos do amor de Deus estão refletidos em cada uma das realidades de coração, como o Reverendo Moon tem ensinado: Deus é os Pais de todos os pais para o homem. Ele tem o amor absoluto que supera o amor até mesmo de pais modelos. Com esse amor Ele pode abraçar todos os pais do mundo. De fato, Deus criou o homem a partir de Seu amor paternal. Sem esse amor, morremos. Deus está sempre pronto para dar o tipo de amor que é melhor adaptado e mais desejado pela pessoa buscando um relacionamento com Ele. Se quiséssemos amor paternal de Deus, Ele estaria preparado com isto; se quiséssemos amor fraternal ou amor conjugal, ou o amor de um amigo a partir Dele, Ele está pronto com estes… Não é maravilhoso que o Deus de amor está nos protegendo em cada relacionamento possível?

Quando as pessoas cumprem cada realidade de coração — a realidade de filho, a realidade de irmãos, a realidade conjugal e a realidade de pais — elas crescem à semelhança com o amor multifacetado de Deus. Cada tipo de amor na família forma um mundo de experiências e responsabilidades que é uma matriz para o crescimento do coração.

FONTE:

Trecho extraído do livro “Educando para o Amor Verdadeiro” por Fundação Educacional Internacional baseado nas palavras de Rev. Sun Myung Moon. Leia o conteúdo na íntegra fazendo o download do livro aqui.  

 

Anúncios

Deixar um comentário

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s