Testemunho de Yuri Alessandro Cordelino sobre o STF

Meu nome é Yuri, tenho 21 anos de idade e vivo em uma pequena cidade na Itália, cerca de 40 minutos de Milão. No momento estou estudando Ciências Políticas em uma Universidade perto da minha cidade. Meu Pai é brasileiro e minha mãe é alemã, eu tenho dois irmãos mais velhos: um irmão e uma irmã.

Eu participei por dois anos do programa europeu chamado “STF Europe” – um programa para jovens unificacionistas que querem experimentar Restauração Material e Testemunho.

Para ser honesto, quando terminei o colégio cerca de dois anos atrás, ir para o STF não era uma opção para mim. Eu não tinha tantos sentimentos pela igreja e suas atividades, eu sempre vivi de acordo com meus próprios critérios, e esse é o motivo pelo qual era tão difícil me relacionar com meus pais e entende-los. Tudo o que eu queria depois do colégio era encontrar um trabalho e fazer algo para mim mesmo.

Bem, meu plano começou a mudar: meu pai apresentou diante de mim apenas duas opções:

  1. Ir para o STF
  2. Ir para a Universidade

Eu não era ruim na escola, mas eu apenas não queria estudar mais. Eu pensei que havia tanto mal entendido ente mim e meu pai que eu não queria criar mais discussões em nosso relacionamento, por isso decidi aceitar suas opções e participar em um programa de um ano de STF.

No início fiquei muito chateado por esta constrição, mas no verão eu estava participando em alguns seminários como preparação para o STF e entendi que o ano que eu teria que seguir era uma grande oportunidade para revolucionar meu estilo de vida, para mudar e enfrentar tudo sobre mim que eu não gostava e não era capaz de mudar.

O programa STF começa no meio de setembro. No início você tem que enfrentar cerca de três meses de Restauração Material. De fato, eu não sabia nada sobre isto, apenas algumas histórias que minha mãe e meu pai contavam para mim quando eles estavam fazendo missão.

O início foi muito difícil, e raramente tinha algum resultado, mas mesmo assim eu não queria desistir. Em minha vida antes do STF eu apenas queria fazer felizes as pessoas ao meu redor, dar a elas algo sobre o que rir, apoiá-las, e talvez, inspirá-las. Esse é o motivo pelo qual continuei seguindo durante esse período: tudo o que eu queria fazer era voltar para meu time de Restauração Material e dar a eles alguma força, inspirá-los a não desistirem.

Durante meus primeiros três meses de STF eu compreendi que em minha vida antes em casa eu não estava fazendo nada por minha família ao meu redor. Esse é o motivo pelo qual eu queria apenas ser forte, ser forte para as outras pessoas em meu time e ajudá-las a seguir através de suas dificuldades.

Mais tarde, em janeiro, o programa mudou para Testemunho.

Eu fiquei entusiasmado com isso, mas também muito assustado: em minha vida eu não era muito bom em Princípio Divino, embora concordasse com sua lógica.

A partir da minha primeira experiência de Restauração Material eu entendi que fazer algo pelo bem maior era possível durante nosso tempo de vida, que ter boas experiências com outras pessoas era possível, por isso eu estava muito motivado a fazer testemunho.

Eu comecei a testemunhar na Romênia.

A situação lá era muito intensa: tínhamos uma agenda muito ocupada– começávamos nosso dia acordando às 5:00 da manhã para o HDH e por todo o dia tínhamos uma pequena quantidade de tempo pessoal. Estávamos vivendo na “Embaixada da Paz” junto com o Líder Nacional – um homem coreano.

Minha primeira experiência de testemunho foi muito particular: de alguma forma tínhamos esses dias ocupados, que não me lembro de fazer algo para mim mesmo, e eu apenas seguia o que meus líderes estavam dizendo para fazer, e apenas tentando desfrutar do resto do meu tempo lá.

As coisas mudaram muito quando mudei para outro time de testemunho no Reino Unido, e mais especificamente em Manchester. Quando fui mudado para lá, a situação que me encontrei era completamente diferente: Não tínhamos nenhum membro nacional testemunhando conosco, estávamos vivendo por nós mesmos e fazendo nossa agenda, e portanto, tínhamos muito tempo livre.

O que eu mais apreciei era estudar para dar conferencias: eu gostava de me colocar em situações diferentes e elaborar uma forma de falar que abrangesse diferentes formas de vida filosófica e espiritual.

Durante este tempo, eu tentei dar meu melhor a fim de descobrir que tipo de verdade era o Princípio dado para nós, e por que essa verdade era mais elevada do que as outras.

No meio da campanha de Testemunho tivemos que deixar nosso centro e participar na atividade de Restauração Material.

Voltar para a Restauração Material por um mês foi inesperadamente uma situação agradável. Foi como se a experiência de Testemunho tivesse aberto novos sentidos nunca utilizados antes, e falar e compartilhar com as pessoas que você encontrava era muito diferente.

Houve algo que me impactou nesse mês. Bem no meio dessa atividade eu entendi algo sobre mim mesmo que nunca tinha pensado antes.

Através de toda a minha vida na escola, em minha família ou em minha vida pessoal eu nunca tinha incluído Deus em minha vida, eu nunca tinha pensado sobre Deus. Durante toda a minha existência eu sempre vivi minha vida de acordo com minha própria força ou de acordo com minha própria opinião, eu sempre tentei viver minha vida por mim mesmo.

Neste ponto eu decidi que durante esse mês eu iria incluir Deus em minha vida e deixá-lo saber que queria me relacionar com Ele.

Não foi fácil, eu tinha um forte hábito de fazer as coisas por mim mesmo, que meu desafio mais bem mais difícil do que eu esperava. Mas houve um dia que pela primeira vez em minha vida eu decidi falar com Deus e dizer a Ele que eu não tinha nenhuma ideia do que era incluí-lo, eu não tinha nenhuma ideia de como ligá-lo a mim, eu não tinha nenhuma ideia do que era a minha existência.

Durante esse momento eu conheci uma pessoa que me surpreendeu completamente com seu amor, com sua atitude e com sua pureza de vida. Quando esta pessoa estava falando comigo, eu senti que não havia segundas intenções, nenhum julgamento… apenas amor.

Foi esse amor que eu senti que me demonstrou que sentir Deus é possível, ligar com Ele é possível, e sim, Ele existe. Quando você realmente trabalhou intensamente sem nenhuma outra opção diante de você, você será capaz de responder suas questões.

Consciente destes entendimentos eu voltei para Manchester com meu time. Testemunhar em um país ocidental na Europa não é fácil: as pessoas desconfiam completamente da religião e negam a existência de Deus por causa da contradição que elas enxergam no mundo e nas pessoas. Por isso, durante este tempo tentei explicar para mim mesmo, como o mundo se apresentava, o que está conectado conosco e como podemos mudá-lo.

Nosso time de Manchester não teve tanto sucesso, mas toda vez que éramos capazes de conversar com as pessoas, toda vez que éramos capazes de ouvi-las, entendíamos algo importante sobre nossa vida, e especialmente entendíamos que sempre havia algo que atrairia as pessoas para uma forma pacífica de pensamento.

Explicávamos para as pessoas que encontrávamos a importância de lutar por um amor ideal, pela amizade ideal e por um mundo ideal. Embora estes temas fossem realmente difíceis de relacionar, todas as pessoas que encontrávamos descobriam algo nesses ideais que eles gostavam e valorizavam.

Depois da campanha de testemunho eu participei no “segundo ano de treinamento” – uma atividade preparada no ultimo mês do programa e dedicada para aqueles participantes que estavam pensando em dedicar outro ano ao programa e se tornar líder de time para o próximo ano.

A razão pela qual decidi fazer um segundo ano foi porque embora eu soubesse que tinha tido experiências importantes, mesmo que tinha sido capaz de mudar minha perspectiva na situação, eu entendi que algo estava faltando em minha experiência. Eu entendi que minhas mudanças para criar meu novo ser depois que o STF terminou eram muito poucas.

Por estas razões eu decidi participar em outro ano de STF e experimentar as dificuldades de ser um líder de time e o entendimento de ter que cuidar de outros.

Meu caminho como um líder de time foi complicado. Quando terminei minha experiência no STF e meditei sobre ela, eu pude entender esse caminho.

Eu compreendi que em minha vida diária eu considerava minhas ideias e meu ponto de vista superior aos dos outros, muitas vezes estas ideias se revelaram ser falsas, porque quando eu as aplicava, eu não fazia isto com meu coração, mas com minha mente. Tão pobre de espírito, esse time precisava destas ideias, mas elas se revelaram ineficientes ao inspirar meu time, ao demonstrar a eles alguma nova perspectiva.

Olhar para o outro Segundo Ano me ensinou a demonstrar meu verdadeiro ser, e mesmo se este verdadeiro ser se revelasse estar errado, minha tarefa era reconhecer isso e me aprimorar.

Esse é o motivo pelo qual durante meu segundo ano eu aprendi tantas coisas sobre mim mesmo que antes eu ignorava ou as considerava como sendo boas.

Eu aprendi sobre minha arrogância ao olhar para o ponto de vista dos outros, eu aprendi como melhorar essa perspectiva e como comunicar com os membros do meu time e melhorar as coisas juntos.

O que aprendi durante esse tempo foi muito útil para mim durante o testemunho: quando eu falava com as pessoas, eu não me preocupava mais em torná-las membros e, portanto, mostrar para os outros o meu sucesso, mas ao invés, eu me preocupava em compartilhar coisas importantes com elas, e especialmente conectar meu entendimento do Princípio com suas situações.

Quando comecei a ter esta atitude, as coisas realmente começaram a melhorar no Testemunho na Albânia. Nosso time estava tendo cada vez mais convidados, e nossa forma de dar conferencia estava melhorando e pudemos até mesmo colocar melhor nossos ideais diante dos outros, que fomos capazes de convencê-los de uma existência da espiritualidade e do propósito.

Há duas experiências muito importantes que me comoveram, e elas são minhas filhas espirituais.

Uma delas estava ouvindo a conferencia sobre a segunda vinda do Messias, e quando expliquei a ela que o segundo Messias era o Pai e falamos para ela sobre as dificuldades que ele seguiu, ela apenas começou a chorar, e nos explicar como esse comportamento moveu seu coração.

Esse foi um ponto de transição em minha vida de fé: eu entendi que o que acreditamos não é apenas que as outras pessoas dificilmente entendem, mas ao invés, é algo tão poderoso, tão esperançoso que pode mover muito as pessoas e permitir que elas mudem seu estilo de vida, sua atitude e sua vida de fé.

Minha segunda filha espiritual sonhou sobre as conferencias que ela assistiria naquele dia, e quando ouviu as conferencia sobre o Pai, ela apenas se sentia agitada, e observando a foto dos Verdadeiros Pais ela começou a sentir absoluta confiança em relação a eles.

Assim, meu entendimento foi confirmado mais uma vez.

Graças a essas experiências eu comecei a desenvolver respeito e amor pelos Verdadeiros Pais, não porque o Princípio Divino me ensinava quem eles são, mas porque eu testemunhei com meus próprios olhos que sua cultura é capaz de mudar as pessoas em algo melhor, é capaz de dar a elas esperança e permitir que elas se tornem o melhor que elas podem ser, se tornem qualquer coisa que elas desejem ser. Isto me demonstrou que não é fácil, mas sim, isto é possível.

Depois que terminei meu segundo ano de STF, eu me senti pronto para voltar para casa, enfrentar minhas antigas dificuldades e melhorar substancialmente meu estilo de vida de volta para casa. Quando estava sentindo toda esta segurança, toda esta confiança, eu entendi o que ficou faltando em meu primeiro ano, qual era a experiência que eu precisava sentir a fim de preservar meu novo “eu.”

Essa experiência era o desenvolvimento de um relacionamento sincero e bem disposto com os Verdadeiros Pais. Somente esse relacionamento é capaz de me dar conselho, me dar esperança e me orientar em minha vida.

Eu penso que a maioria das pessoas precisa de um programa como o STF, mesmo se elas têm uma fé forte, mesmo se elas estão testemunhando em casa ou mesmo se elas são muito ativas em sua comunidade.

Deixar sua casa às vezes é fundamental a fim de mudar, trocar ou desenvolver sua perspectiva e seu coração. Quando você começa a enfrentar as dificuldades por você mesmo, distante do lugar que você conhece e que conhece bem você, você passa a ter a incrível oportunidade de descobrir a si mesmo.

Por Yuri Alessandro Cordelino, 21 anos, mora em Voghera – Itália. Cursa Ciência Política em Università Degli Studi di Pavia.

Você pode ler o testemunho original aqui.

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